Faleceu António Bidarra<br>da Fonseca (Marco)
Aos 92 anos, faleceu recentemente António de Andrade Bidarra da Fonseca, o Marco, nome que assumiu na clandestinidade e pelo qual era tratado por muitos dos seus camaradas. Nascido em S. Vicente, Guarda, em 14 de Outubro de 1924, foi Oficial Piloto da Marinha Mercante.
Aderiu ao Partido em 1958 e até 1966 militou na organização partidária em S. Paulo, no Brasil. Participou nas comissões de administração e de redacção do jornal Portugal Democrático e interveio em diversas organizações unitárias, particularmente na realização de conferências e iniciativas em defesa da amnistia aos presos políticos portugueses e espanhóis, em S. Paulo e Montevideu, no Uruguai.
Em 1966, acedendo à proposta do Partido, ruma a França onde, já como funcionário do Partido, trabalhou em diversas tarefas na emigração em colaboração com o Comité Central. A partir de 1968, na clandestinidade, foram-lhe atribuídas tarefas no interior do País, até voltar, em 1970, a intervir na emigração. Durante dois anos, foi colaborador do Comité Central do PCP para assuntos da emigração, fez parte da redacção e administração do jornal O Imigrado Português (publicado pelo Partido Comunista Francês) e colaborou no jornal O Trabalhador, publicado pela CGT francesa.
Em Fevereiro de 1976 regressou ao País como funcionário do Partido, assumindo tarefas na Organização Regional da Beira Litoral, particularmente nos distritos de Viseu e de Aveiro. Foi responsável pelas organizações concelhias de Ílhavo, Oliveira do Bairro e Vagos e por tarefas regionais. Entre 1989 e 1992 assumiu tarefas centrais no âmbito do Arquivo Histórico do Partido. Em 1992 regressou à Organização Regional de Aveiro, onde interveio nestes 25 anos, no quadro da organização concelhia de Aveiro, nomeadamente em tarefas da área da cultura e iniciativas de antifascistas.
No seu funeral, acompanhado por muitas dezenas de camaradas, amigos e familiares e pela sua companheira Fernanda Simões, interveio Carlos Gonçalves, da Comissão Política.